Depois de adiar por várias vezes a resposta sobre qual transporte público será adotado por Cuiabá, o presidente da Agência da Copa, Éder Moraes, afirmou que até o fim desta semana o governador Silval Barbosa (PMDB) deverá anunciar se a Capital irá instalar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou o Bus Rapid Transit (BRT). “Estivemos em Brasília e fizemos uma peregrinação praticamente por todos os ministérios que estão ligados a essa questão. Ouvimos atentamente todos os ministros e há uma tendência muito forte para a questão do VLT. Mas, essa decisão acredito que saia até quinta-feira, no máximo”, prometeu.
Nesta última semana, a escolha pelo VLT ganhou mais apoiadores: os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, Chico Galindo (PTB) e Tião da Zaeli, respectivamente. De acordo com Éder, após uma reunião feita neste sábado (13), onde foi apresentado o projeto e o estudo de viabilidade técnica do VLT, bem como as questões tarifárias e de integração dos sistemas, a resposta dos prefeitos foi positiva. Sobre Galindo, particularmente, Éder foi enfático: “Ele (Galindo) observou que não há dificuldades maiores que não possam ser superadas pela qualidade da nossa equipe técnica, se convenceu e disse que passa a apoiar integralmente o VLT”, declarou o presidente da Agecopa.
Durante a visita realizada para vistoria e acompanhamento das obras da Copa 2014, a Comissão de Turismo e Desporto, representada pelo presidente e vice-presidente, deputados federais Jonas Donizette (PSB/SP) e Romário Farias (PSB/RJ), respectivamente, disseram que também aprovam a iniciativa do Governo Estadual e prometeram tentar articular junto ao Governo Federal para que o VLT seja implantado em Mato Grosso.
"Vamos levar essa questão para o ministro (do Esporte) Orlando Silva. Ele (Silval Barbosa) nos passou que apesar do BRT ser mais em conta, cerca de R$ 450 milhões, o gasto com as desapropriações será muito grande. Então, compensaria um investimento no VLT. E nós sentimos que a comunidade comprou essa ideia”, afirmou Donizette.
Segundo o deputado paulista, o Governo Federal aceita a implantação do VLT, desde que seja uma obra fora da Matriz de Responsabilidade da Copa. “Mas parece que a dificuldade está sendo exatamente essa: que o VLT seja incorporado à Matriz de Responsabilidade”, frisou Donizette.