Depois de ficar longe das questões envolvendo o Estado, o senador Blairo Maggi (PR) reapareceu e promete participar mais das decisões envolvendo Mato Grosso. O republicano marcou presença na visita do ministro dos Esportes Aldo Rebelo (PV) às obras da Arena Pantanal, em 1º de fevereiro, e passou a atender a todas as ligações da imprensa. Indagado quanto ao seu sumiço e ressurgimento inesperado, o senador garantiu que em nada tem haver com as polêmicas envolvendo seu nome.
Segundo Maggi, ele fez questão de ficar longe para não influenciar na administração de seu sucessor Silval Barbosa (PMDB). “Queria deixar o governo andar nesse primeiro ano. Agora estou de volta”, argumenta. Assim, o republicano garante que seu sumiço não tem nada haver com o “escândalo” da suposta fraude na emissão de cartas de crédito, do déficit nos cofres públicos superior a R$ 1 bilhão acumulado em 2011, bem como do projeto apresentados no Senado que promete fazer muito “barulho” este ano.
Acontece que a emissão de certidões aos agentes fazendários, que teria causado um rombo de R$ 253 milhões no erário, começou em seu governo. O saldo negativo bilionário nas contas do Executivo foi calculado no ano subsequente ao fim de sua gestão (março de 2010). Já no Senado, o republicano quer aprovar proposta que visa impedir que a Justiça Eleitoral entre com novas ações contra políticos que já tomaram posse, aumentando automaticamente a imunidade parlamentar.
Maggi afirma que emitiu apenas duas cartas de crédito, no valor de R$ 472 milhões, o que estaria dentro do acordo firmado com os servidores. Quanto ao déficit, lembra que teve suas contas de governo de 2010 aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e em relação ao projeto, promete levar em frente. Maggi atuou por 4 meses como senador em 1999, substituindo Jonas Pinheiro (falecido em 2008), depois se elege por duas vezes como governador e volta para o Senado em fevereiro de 2011.