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Sexta-Feira, 07 de Janeiro de 2011, 11h00
Inflação de dezembro fica em 0,63% e fecha 2010 em 5,91%
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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 0,63% em dezembro. Com esse resultado, o IPCA fechou o ano de 2010 em 5,91%, 1,60 ponto percentual acima da taxa de 2009 (4,31%), puxado pelo aumento dos preços dos alimentos.

A inflação do ano passado superou o nível de 2008, quando havia ficado em 5,90% e é o maior resultado desde 2004 (7,6%). A elevação é atribuída aos alimentos, que ficaram, em média, 10,39% mais caros, contribuindo com 2,34 pontos percentuais na formação do IPCA de 2010, o que representa 40% do índice.

Alimentos

Donos da farta parcela de 23,31% do orçamento das famílias do IPCA, os alimentos, tiveram a maior variação de grupo do ano. O consumidor passou a pagar mais caro especialmente pelos feijões, cujos preços chegaram a subir 51,49% no ano.

No entanto, levando em conta a importância no orçamento das famílias, a despesa que mais pesou foi a com a compra de carnes. O preço do quilo aumentou 29,64%, em média, liderando a lista dos principais impactos ou contribuições para o IPCA do ano (0,64 ponto percentual). Com influência da alta dos alimentos, também ficou mais caro consumir refeições fora de casa, que aumentaram 10,62% e ficaram com o segundo maior impacto no IPCA do ano (0,46 ponto percentual).

Os produtos não alimentícios fecharam 2010 em 4,61%, pouco abaixo dos 4,65% de 2009. Coube ao item empregados domésticos (11,82%) a principal contribuição nesse grande grupo e a terceira no IPCA como um todo (0,40 ponto percentual).

Outros itens

Com os empregados e outros serviços como cabeleireiro (8,16%) subindo de preços, o grupo das despesas pessoais teve alta de 7,37%, resultado próximo ao dos artigos de vestuário (7,52%). Em seguida veio o grupo educação (6,22%) tendo em vista principalmente o aumento de 6,64% nas mensalidades escolares.

Aumentos nos valores dos aluguéis (7,42%) e condomínio (7,11%) pressionaram as despesas com habitação (5,00%), enquanto os planos de saúde (6,86%) se destacaram em saúde e cuidados Pessoais (5,07%). Artigos de residência (3,53%), transportes (2,41%) e comunicação (0,88%) foram os grupos de despesas com menores variações em 2010.

Ainda entre os não alimentícios, os principais itens em quedas no ano de 2010 foram TV, som e informática (-12,25%), emplacamento e licença (-9,51%), seguro voluntário (-3,53%), automóvel usado (-2,01%) e automóvel novo (-1,03%).
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