Em 2009, as cinco maiores redes de varejo do Brasil obtiveram aumento real de 12,5% no faturamento, em relação ao ano anterior. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Felisoni Consultores Associados, a pedido do recém-criado Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo). No mesmo período, o crescimento do setor varejista foi de 7%, já descontada a inflação.
Juntos, Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart, Lojas Americanas e Máquina de Vendas (resultante da união entre Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar), faturaram R$ 94,6 bilhões em 2009. Do grupo de 80 empresas participantes do ranking de varejo lançado pelo Ibevar, essas gigantes representam 57% do faturamento. Em 1994, as cinco maiores empresas de varejo detinham 45% do total vendido pelo setor. “A maior concentração é resultado da necessidade de buscar economia de escala para reduzir custos operacionais. A tendência é que esse movimento se intensifique”, acredita Cláudio Felisoni, coordenador do Provar/Fia e presidente do novo instituto.
Segundo analistas, o aumento da concentração no setor fica ainda mais claro quando são observados os dados de produtividade por funcionário. Nas dez maiores do ranking do Ibevar, esse índice é cerca de 60% maior do que nas dez menores. “Isso é reflexo do uso de tecnologias mais eficientes e dos investimentos em logística feito pelos maiores”, afirma Nuno Fouto, diretor de estudos e pesquisas do Provar.
Todas as cinco maiores redes varejistas têm capital estrangeiro ou são extensões de empresas internacionais. Essa internacionalização pode se acentuar nos próximos anos. Para Felisoni, com o crescimento modesto do PIB da Europa e dos EUA, somado à perspectiva de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, cada vez mais os estrangeiros devem agilizar a vinda ao Brasil”, diz Felisoni.