É o que mostra o Relatório Anual de Supermercado Moderno, pesquisa feita anualmente entre supermercadistas para definir o perfil e desempenho do setor.
Embora, entre 2005 e 2009, o segmento de hipermercados tenha crescido em faturamento perto de 46%, sua participação nas vendas do autosserviço vem caindo um ponto percentual por ano. (veja quadro). Exatamente a participação que vem sendo conquistada anualmente pelo formato supermercados, e cujo crescimento no período foi de 71%.
Nem por isso o modelo hiper está fadado ao desaparecimento. Pelo menos não tão cedo. O que está acontecendo é uma acomodação do mercado, onde os diferentes formatos são hoje requentados pelo consumidor. O brasileiro faz suas compras em lojas variadas de acordo com sua comodidade, interesse em economizar, em adquirir produtos mais sofisticados ou itens cuja qualidade ele só encontra "naquele" lugar.
As empresas continuam investindo no modelo, apenas adaptando-o às exigências do momento. Como o consumidor está fazendo suas compras perto de casa (daí a expansão dos supermercados), o varejo vem inaugurando hipermercados mais compactos no interior dos bairros. Assim garantem maior variedade que um super, preços por vezes mais acessíveis, e a comodidade de estar mais próximo do cliente.