A tecnologia Blu-ray parece ainda não ter despertado o interesse do consumidor brasileiro, cada vez mais adepto do DVD.
De janeira a agosto deste ano, o Blu-ray representou apenas 4% das vendas do segmento. De qualquer forma, frente ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 300%, segundo levantamento realizado pela GfK Retail and Technology.
O motivo de o aparelho ainda não ter decolado no País pode ser creditado a seus altos preços e poucas opções de mídia. Tanto o disco quanto o aparelho em si são muito mais caros do que o tradicional DVD.
Nos primeiros nove meses do ano, por exemplo, foram vendidos 1.500 títulos da nova tecnologia, ao preço médio de R$ 72. Com relação ao número de aparelhos, foram 93 mil peças vendidas, ao custo médio de R$ 682. Do total de unidades, afirma a gerente de negócio da linha marrom da GfK RT, Gisela Pougy, "80% estão concentradas em apenas duas marcas".
Para se ter uma ideia, no mesmo período analisado, foram vendidos 25 mil títulos de DVD, ao preço médio de R$ 19. No que diz respeito às vendas de aparelhos, o segmento representou 83% do mercado, e cada peça podia ser encontrada, na média, por R$ 153, diferença de 346% ante o Blu-ray.
Consumidores
Assim como o interesse pelo Blu-ray se dá em baixa escala, sua penetração entre os consumidores brasileiros é quase mínima. Em 2010, a tecnologia atingia 3% da população, em especial as classes de poder aquisitivo maior. O seu rival direto, o DVD, entre janeiro e agosto deste ano, atingia 83% dos consumidores.
Entrando no universo das vendas de áudio, o Home Theater foi o eletrônico que apresentou o maior crescimento no acumulado de janeiro a agosto de 2010, frente o mesmo período do ano passado.
"Em 2009, o aparelho respondia por 30% do total de vendas de áudio e este ano está em 39%. Incremento de 55% no volume vendido e 42% no faturamento, além de uma queda de 8% no preço, em média, de R$ 829. Um dado interessante é que o estado de São Paulo concentra quase 50% das vendas", explica Gisela.